INTERNOS INCENDEIAM UNIDADE DE INTERNAÇÃO DE SANTA MARIA (UISM-DF)

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Os agentes socioeducativos da Unidade de Internação de Santa Maria (UISM) interceptaram uma conversa onde os internos planejavam uma rebelião. Após realizarem uma revista minuciosa no módulo 03, foram encontrados diversos ferros “afiados” (instrumentos perfurocortantes) retirados da estrutura da unidade.

Os socioeducandos, que se encontravam nos alojamentos onde foram encontrados os referidos objetos perfurocortantes foram transferidos de módulo, contudo, os outros 12 (doze) internos que permaneceram no módulo iniciaram uma verdadeira onda de vandalismo, cometendo diversos atos de indisciplina (incitação ao tumulto) nos três dias seguintes, por represália a determinação de ficarem sem os televisores devido à ocorrência de tentativa de rebelião para uma provável fuga em massa. No terceiro dia (01/02), após várias ocorrências, resolveram atear fogo nos colchões.

Os agentes socioeducativos conseguiram conter o incêndio e a equipe de bombeiros foi acionada para caso precisasse realizar algum atendimento.

A equipe de plantão encaminhou todos os internos à Delegacia da Criança e Adolescente (DCA), onde a ocorrência será apurada e posteriormente ao Instituto médico legal (IML).

A Unidade de Internação de Santa Maria fica localizada na região administrativa de Santa Maria – DF, a 25km de Brasília.

A Diretoria do Sindsse destaca que conforme legislação a unidade deveria ter no máximo 90 internos, independentemente de leitos, fator adotado pelos gestores para determinar a quantidade de internos, e que a unidade já chegou a ter mais de 160 socioeducandos, mas que hoje tem pouco mais de 140. A superlotação, a falta de servidores e de investimentos em políticas públicas voltadas para o Sistema Socioeducativo são os principais fatores facilitadores de ações dos internos que resultam em motins, fugas, rebeliões, agressões e até morte entre os próprios internos. O risco fica potencializando devido a esses fatores, afirma os diretores do SINDSSE.

Ressaltamos mais uma vez a importância da compra de equipamentos de segurança, como: máscaras de gás, capa ante chamas, botas e capacetes de bombeiros, itens nunca fornecidos pelo Estado apesar da obrigação imposta aos agentes socioeducativos de conterem as chamas para assim preservar a vida e a integridade física dos jovens infratores internados.

Questionamos ainda a negativa do adicional de insalubridade aos servidores, que além de ficarem expostos a fumaça tóxica dos colchões, convivem constantemente com internos que fazem o tratamento de doenças infectocontagiosas (escabiose, sarna, tuberculose, caxumba, doenças sexualmente transmissíveis) dentro dos próprios módulos, e não obstante, ainda existe o contato diário com animais peçonhentos das mais diversas espécies.

Diretoria do SINDSSE DF
“União é força!”

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